Resident Evil: Afterlife

Resident Evil: Afterlife, de Paul W.S. Anderson, 2010

Sem me querer alongar muito, a série Resident Evil começou como videojogo, para a velhinha Playstation. Passado uns bons anos a série deu o salto para o grande ecrã e estreou-se em boa forma com “Resident Evil“, de Paul W.S. Anderson. O filme tinha algo mais do que os banais blockbusters, porque não tinha apenas violência grátis, ou explosões pirotécnicas. Este filme era capaz de ir mais longe e criar cenas de suspense e terror, sempre com boas sequências de acção. O segundo filme, “Resident Evil: Apocalypse” desceu um pouco a fasquia. Perdeu o realizador primário e perdeu também capacidade de realização, com cenas de acção demasiado confusas e personagens algo vazios. Contudo, foi capaz de criar outros pontos positivos, como o monstro Nemesis e o ambiente negro e muito mais violento que o primeiro.

O terceiro filme, “Resident Evil: Extinction” voltou a mudar a narrativa e a envolvência, mas desta vez de forma positiva, e temos um filme de igual qualidade ao primeiro.
Posto isto, a trilogia Resident Evil não é má de todo, não é apenas um daqueles blockbusters vazios. Tem uma história, tem personagens e tem cenas de acção parcialmente interessantes. Dentro deste ponto de vista, é capaz de entreter.
Em 2010 surgiu o enorme erro, falo de “Resident Evil: Afterlife“. Sendo objectivo, posso descrever este filme como uma nulidade, que nos primeiros 50 minutos não tem absolutamente nada para nos oferecer, nenhuma cena de suspense, nenhuma evolução de personagens, nada! Pior que isto são os últimos minutos e a cena de luta final, que roça o ridículo. A realização das cenas (muito poucas) de acção até melhorou face aos dois últimos filmes, mas não salva o filme da banalidade total. Este é então um filme típico….típico pelo que os últimos anos do cinema nos tem trazido a nível de blockbusters. Temos aqui um filme vazio, sem interesse absolutamente nenhum, nem para os fãs de Resident Evil. É uma pena, visto que os três primeiros até têm pontos de interesse e uma história bem desenvolvida.
Ah, resta referir que a saga vai continuar. Esperemos que não nesta qualidade…
Acho que fui breve…


 

Texto por João Miguel Fernandes

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