Lykke Li – Sentido de estilo

Lykke Li não tem a melhor voz da actualidade. Não é uma artista super criativa e genial. Não é alguém que tenha inovado a forma de fazer música ou o pop-electrónico. É no entanto, uma artista que tem bastante qualidade em vários pormenores.
Lykke Li, a sueca de 25 anos, é uma cantora simples, sem grandes rodeios e estereótipos típicos da pop. Até pelo contrário, Lykke Li é simples, dotada de um grande sentido estético e de moda, sempre num look muito fashion de discreto.
A diferença entre a artista e outros artistas da pop é que ela é discreta apesar de ter um estilo imensamente deslumbrante.
A moda e a pop andam ligadas desde sempre. A música cria tendências e as tendências originam músicas. Enquanto vemos uma Lady Gaga a tentar ter sucesso pelo ridiculo e completamente horrendo, Lykke Li ganha pela sua simplicidade mas também pelo seu sentido de estilo, usando por vezes roupas estranhas mas sempre num conceito moderno e adequado.
Creio que o futuro da pop de qualidade passa por aqui. Por fazer música minimalista de qualidade. Não falo dos The XX, a meu ver esses são tão minimalistas que quase que não fazem música. Lykke Li tem uma boa voz, por vezes bastante boa, mas nunca é algo que fiquemos boquiabertos. É no seu conjunto que a artista ganha, pela sua música algo diferente do habitual. Não estamos perante nenhum fenómeno de criatividade, mas Lykke Li não segue um padrão estereotipado da pop, nem de nenhum estilo musical. Digamos que a artista criou uma esfera própria onde se transfigura à sua vontade, sem ter que provocar e ser sensacionalista.
Temos o exemplo dos seus videoclips, sempre tão diferentes do que é habitual ver num conceito de “comercial”. A maior diferença entre Lykke Li e Lady Gaga é que a primeira é uma artista preocupada em fazer música que lhe agrade e que possa agradar aos seus fãs sempre dentro de um conceito de estilo, caracterizando a cultura europeia, enquanto que a segunda tenta fazer música, ser sensacionalista e mergulhar na cultura pop americana do Séc. XXI, ou seja, no ridículo.

 

Texto por João Miguel Fernandes

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