Super Bock Super Rock – 1º Dia (14/07/2011)

Sean Riley & The Slowriders

Coube aos Sean Riley and the Slowriders abrir o 17º Super Bock Super Bock.

O quinteto conimbricense entrou em palco com um sorriso na cara e muito boa atitude.

Com 3 álbuns na manga os Sean Riley apresentaram uma setlist diversificada, composta por temas mais antigos como Harry Rivers e também por temas mais recentes saídos do último álbum It’s Been a Long Night.

Talvez devido ao trânsito para chegar ao recinto este primeiro concerto da tarde teve pouca afluência, mas independentemente do número de pessoas, a banda fez a festa, convidando até os fãs para se deslocarem à roulotte onde a banda iria permanecer durante os 3 dias do festival, que, segundo Afonso Rodrigues, vocalista da banda, seriam de “festa ininterrupta”.

A actuação da banda parecia estar a correr bem até que surge um problema técnico no amplificador de guitarra do vocalista. Mas este encarou a situação com um tremendo profissionalismo e continuou o concerto como se nada tivesse acontecido até a situação estar resolvida. Pelo meio distribuiu “Free Hugs” a elementos do público e mandou garrafas de água para o público que já sofria com o calor.

Não faltaram temas como Silver e a emblemática This Woman. Apesar dos percalços técnicos acabou por ser um bom concerto e sobretudo um bom aquecimento para o que viria a seguir.

Setlist:
Night Owls
Laying Low
Walking You Home
Silver
This Woman
Got To Go
Houses and Wives
We Could Be
Harry Rivers

The Kooks

Depois de um concerto mais discreto no Optimus Alive ’09 os The Kooks voltaram a Portugal para levantar um pouco do véu ao novo álbum Junk of the Heart e relembrar alguns dos seus maiores êxitos.

Faltava pouco para as dez da noite quando a banda sobe ao palco. A recepção aos Kooks foi no mínimo calorosa. Ouviram-se aplausos entusiásticos mas foram suplantados face aos berros histéricos do público feminino, maioritariamente dirigidos ao galã Luke Pritchard.

Muito comunicativo e bem disposto, Luke e os seus companheiros tocaram temas como Always Were I Need to Be, foi logo a primeira, e See the World, que levaram a plateia ao rubro e também a esquecer-se da ligeira monotonia presente no concerto anterior, o dos Walkmen.

Mas a virtude deste concerto esteve, e notou-se bem, nos temas antigos, que ainda não têm estatuto de clássicos, mas estão lá perto, por exemplo Naive e Seaside. Estes dois temas foram cantados, sem exageros, a uma só voz.

Ohh la e She Moves in Her Own Way ajudaram à festa, mas em destaque estiveram alguns temas do novo álbum, a sair ainda este verão, Saboteur foi a que mais puxou pelo público, guiada ao piano, mas com muita energia serviu para deleite de todos os presentes e deixa qualquer um com água na boca em relação ao novo álbum.

Para terminar, a habitual, Sofa Song, que garantiu um bom final de concerto, enérgico e jovial como a banda de Brighton nos acostumou.

Beirut

A actuação dos norte-americanos Beirut estava marcada para as 23h e a banda de Zach Condon pouco se fez esperar. É a primeira vez, nesta edição do festival, que o palco principal fica repleto de instrumentos tão tradicionais como o acordeão, o trompete ou o “primo” do cavaquinho português, o ukelele.

Zach trouxe um sorriso meigo à plateia que o esperava (e eram muitos) e aos que apenas aproveitaram o concerto de Beirut para furar a multidão enternecida para um melhor lugar para os Arctic Monkeys.

É esse sorriso meigo que consegue cativar o público, o sorriso e as canções ternas, doces que apelam ao romantismo e à emoção. Foram os sons balcânicos que embalaram a multidão e os trompetes ao estilo de “nuestros hermanos” que fizeram ecoar os escusados “olés”. Por entre muitos “obrigados” e até um “esta é a última canção” num português razoável, claramente ensinado por alguém proveniente do Brasil, Zach Condon despejou os já clássicos Elephant Gun, Nantes, A Sunday Smile ou Postcards from Italy. O reportório foi dividido entre os, até agora, dois álbuns de originais da banda de New Mexico, Gulag Orkestar e The Flying Club Cup, e entre alguns bocejos a plateia lá se rendeu à magia dos vários músicos em cima do palco. Talvez o efeito fosse diferente se à frente do palco estivessem substancialmente menos de 20 mil pessoas, como estavam. O ambiente intimista da música dos Beirut não conseguiu passar para todos e só os mais afoitos das primeiras filas tiveram a experiência como os Beirut gostam de proporcionar.

Os Beirut conseguiram uma plateia melancólica, o que não era bem o que se pretendia imediatamente antes de um concerto de Arctic Monkeys, mas aí a culpa não é deles.

Ainda assim foi um bom concerto, com belos momentos de emoção trazidos pelo trompete de Kelly Pratt, levados pelo acordeão de Perrin Cloutier e no meio, a voz segura de Condon.

É já para este Agosto que está previsto um novo disco, o seu nome será The Rip Tide e este concerto serviu para abrir o apetite para o que aí virá.

Arctic Monkeys

Dez minutos antes da hora anunciada, as luzes apagam-se, os fotógrafos procuram, em alvoroço, o melhor lugar para capturar as suas imagens e começamos a ouvir a música You Sexy Thing dos Hot Chocolate, para surpresa de muitos esta é a música de entrada em palco dos Arctic Monkeys.

Com poucas palavras na boca, Alex Turner e companhia avançam logo para Library Pictures, que começa com um ritmo frenético de bateria da “besta ágil” Matt Helders. Passados poucos minutos já se viam crowdsurfers em tudo o que era lado, pode se dizer que a banda em cerca de 90 minutos, transformou por completo o público presente no meco.

Se a loucura já estava instalada no recinto, Brianstorm não acalmou as hostes. “Parecia um concerto de heavy metal”, diziam muitos, devido ao intenso mosh e crowdsurfing.

Depois desta azáfama inicial acalmam-se um pouco os ânimos e olhamos para um Alex Turner que nos remete aos 2 primeiros álbuns da banda. De cabelo cortado e com mais energia em palco, conseguimos prever um grande concerto, e ele próprio também, dizendo-nos que só nas primeiras músicas deu logo para perceber que éramos um bom público e que o final de noite ia ser bom.

Os Monkeys apresentaram uma setlist bastante variada, com as músicas mais conhecidas dos 4 álbuns. Embora seja bastante claro que as músicas do Suck it and See, de entre as quais All my own Stunts e She’s Thunderstorms, ainda não conseguem mover a plateia como a I Bet You Look Good on The Dancefloor ou até a When the Sun Goes Down, que foram, sem dúvida, dois dos melhores momentos do concerto que contou ainda com os “clássicos” This House is a Circus, Do me a Favour , The View from the Afternoon e If You Were there Beware.

Quase sem os músicos se dirigirem ao público, isto do principio ao fim, o concerto vai para encore.

Suck it and see, tema homónimo ao álbum foi a música de regresso da banda ao palco, mas revelou-se uma má aposta, a meu ver, o público quase não conhecia a letra e pedia, claramente temas mais dançáveis e alegres.

Esta alegria chegou com Fluorescent Adolescent, um dos maiores êxitos da banda até agora, com guitarras gingonas e um refrão orelhudo, o quarteto de Sheffield transformou o meco numa autêntica pista de dança.

Para terminar o concerto em grande, tocaram 505, um final mais emocional do que entusiástico, mas que se revelou uma cereja no topo do bolo, servido com muito pó aos 30 mil espectadores presentes.

Setlist:

Intro ( You Sexy Thing dos Hot Chocolate)
Library Pictures
Brianstorm
This House Is A Circus
Still Take You Home
Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
Pretty Visitors
She’s Thunderstorms
Teddy Picker
Crying Lightning
Brick by Brick
The Hellcat Spangled Shalalala
The View From the Afternoon
I Bet You Look Good on the Dancefloor
All My Own Stunts
If You Were There, Beware
Do Me A Favour
When The Sun Goes Down

Encore:
Suck It and See
Fluorescent Adolescent
505

Textos por André Vinagre, Henrique Mota Loureço, Débora Pereira

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