Faixa a Faixa: “Num dia mau consegue ver-se para sempre” de Amarionette


Os Amarionette formaram-se em 2007 no Seixal e partiu das das mentes de Joana Vieira, João Ortega, João Galrito e Miguel Loureiro. Inspirados pela cena rock de contornos mais alternativos em Portugal, juntando influências desde o punk, post-rock e passando pelo rock psicadélico, com um sentido melódico bastante presente. “Num dia mau consegue ver-se para sempre” é o disco de estreia da banda e já se encontra disponível para compra, via facebook ou e-mail. Editado através da colaboração entre as editoras Raging Planet e Raising Legends, o álbum conta com a participação especial de Charles Sangnoir (Le Chanson Noire) e foi misturado e masterizado no Pentagon Audio Manufacturers por Fernando Matias.

#1 A scena do ódio
A primeira faixa pretende criar um quadro sonoro de alguém que acende uma vela e põe um vinil a tocar, e dá o mote para o início do álbum. O instrumental é tocado por nós, com os instrumentos trocados, envolvendo o poema de Almada Negreiros, declamado por Charles Sangnoir.
Encontrámos o vinil com poemas declamados de Almada Negreiros, numa feira de rua, e apercebemo-nos de imediato que se enquadrava no ambiente que tentámos construir no disco. Entregámos “A scena do ódio” ao Charles, que se disponibilizou para o declamar.

#2 Polaroid
Esta música foi a segunda composição, surgindo como resultado de uma urgência em criar algo mais pesado e em definir o rumo da banda.

#3 Corvo de papel
Composta no primeiro ensaio, é o primeiro single e a música mais acessível ao público em geral. Serve de porta de entrada para o que realmente é Amarionette.

#4 A. Caeiro
Ao contrário do que muitas vezes é deduzido, o poema é original de João Galrito, e o nome apenas uma homenagem, pelo simples facto de partilharem o mesmo tema. A música é composta por contrastes, como de contrastes é composta a natureza.

#5 Quem fica para trás morre sempre primeiro
Um interlúdio de ruídos, conversas, passos e corridas, gravados em vários espaços, e onde se ouve a frase que lhe dá nome. Acrescenta-se-lhe uma caixa de música que abranda, em reverse, com eco, até que se cala.

#6 In Media Res
Uma música que começa a meio, é caracterizada pela modulação electrónica dos instrumentos, e fala sobre o fim.

#7 Cloroformio
Um tema mais linear que serve como um respirar para a entrada no tema seguinte.

#8 Monstros de Ninguém
A ponte entre o primeiro disco e o que se tornou a banda. Pretende transmitir loucura e desequilíbrio, em contraste com a melancolia. Pede para não ter fim, arrasta-se, arrasta-nos, mas cortamos-lhe as pernas, e guardamo-nos para o próximo disco.

#9 Tu que te dizes homem
A passagem anterior à da primeira faixa e o sumário do que tentamos transmitir durante o álbum, ironizado pelo acordeão, alegro, de um segundo vinil encontrado numa feira de rua.

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