Faixa a Faixa: Under The Quiet Sky EP de Plane Ticket

Under The Quiet Sky foi gravado no início de dois mil e doze, no Santa Sound Studio, em Santa Cruz, e resulta de três live sessions. A produção foi repartida entre a banda e o chef™ Luís Santos. No final convidámos a malta para um piquenique. O céu estava pouco nublado e o vento soprava do quadrante sudoeste.

#1 Under The Quiet Sky
No dia em que criámos esta canção, em novembro, ficou assente que seria tema-título de um disco (nem que fosse num disco de tributo às saudades da primavera e dos piqueniques com tupperware® repletos de batatas fritas). A canção foi encharcada de telecaster™ e reverb desde o início. Apesar de ter sido retirada da arca frigorífica, a escrita descongelou num instante e remete para o intemporal “não me apetece/não mandas em mim”. Foi a primeira canção composta já com o jazzbass™ do Joe e há quem diga que a parte final da bateria deu muitas dores de cabeça ao Leo.

#2 Mia Kirshner
Composta no verão de dois mil e onze, Mia Kirshner é a canção mais urbana. Cumprindo a regra tácita do EP, esta letra já estava no caderno de folhas lisas onde apontamos as ideias que assombram e torturam os roedores de tampas de esferográficas bic™ mais incompreendidos de sempre. Aqui é o Filipe que dá voz a uma canção que, inicialmente, tinha outro título. Entretanto, optámos pelo nome de uma rapariga gira, na vã esperança de obter alguma notoriedade durante os quinze segundos de filmagem noticiosa à entrada do tribunal para o julgamento por apropriação indevida de um nome™.

#3 The Walker
Resulta da audição de sessões anteriores. Na sua primeira apresentação, em outubro de dois mil e onze, num “quental” de Tomar, The Walker tinha três dias. É a única canção do EP cuja escrita nasceu com a música. No dia em que a canção foi composta, munidos de uns chorus regateados ao preço de feira da ladra™, os doidos dos pedais acabaram por temperar a canção com a dose exacta de azeite. O beat do Leo tornou a canção mais dançante (?) e estávamos de volta a 1987.

#4 Trench Line
Nasceu de mão dada com a Mia Kirshner (which is nice!). Houve uma percepção imediata da existência de dois blocos distintos na estrutura da canção. No segundo bloco resolvemos explorar a conjugação de várias vozes para acompanhar o pulsar dos acordes. A escrita que o Pedro canta estava em reserva na adega anexa à sala de trabalho e remete para a cinematografia de O Pianista. É uma das canções que mais gostamos de tocar, independentemente de estarmos numa sala de concertos, numa lavandaria ou num hangar. Foi gravada ao primeiro take.

#5 Antenna
É um apontamento que seria bónus exclusivo da edição em cassete mas decidimos partilhar com todos no fecho do EP.

Under The Quiet Sky” foi editado em parceria com a Cakes and Tapes e pode ser escutado e descarregado gratuitamente aqui.

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