Entrevista a Mazgani

Foto por Miguel Tavares

O cantor luso-iraniano Mazgani é o nome escolhido para dar o pontapé de saída do Festival Urbano de Música e Outras Coisas (FUMO) de 2012, depois de no ano passado o ter fechado da melhor forma, com um concerto inesquecível nos Claustros do Convento de Jesus. Desta feita, o concerto será mais intimista, contará com temas do novo disco já gravado e servirá também para apresentar o documentário “Estrada para Mazgani”, de Rui Pedro Tendinha. Estes e outros assuntos, foram tema de conversa nesta entrevista.

1. Quando optaste por lançar este terceiro disco, de uma forma cem por cento independente, o que tinhas em mente? Foi de alguma forma uma afirmação de autonomia face às editoras nacionais?
Se existe alguma “afirmação”, não será com as costas viradas às editoras, mas sim com o coração aberto aos fãs. A ideia é estar perto das pessoas, envolvendo-as no nosso processo, e crescer em conjunto.

2. Já nos podes levantar um pouco do véu, em relação às músicas e eventuais surpresas deste teu novo álbum?
As músicas estão escritas; se me permites, as surpresas ficarão para depois.

3. Há dois anos, como já foi dito, fechaste com chave de ouro a 1ª edição do FUMO. Queres partilhar com os leitores do Arte-Factos como foi esse concerto e falar um pouco deste festival setubalense?
Foi para nós uma noite memorável a do concerto de encerramento do festival Fumo de há dois anos; os claustros do convento são um lugar que convidam ao encontro e ao conluio entre quem está em cima do palco e o público. Aproveitámos inclusivamente essa oportunidade para gravar um EP, intitulado “Mercy”.

4. Quem for ao FUMO este ano, para ver o teu concerto, o que pode esperar da tua actuação? Vais tocar temas desse novo álbum que vai sair no final de 2012 ?
Pode contar com um concerto muito intimista (tocarei acompanhado pelo grande Sérgio Mendes na guitarra), onde iremos incluir material novo entre as canções mais antigas.

5. É também sabido que, no antes do teu concerto, vai ser exibido o documentário “Estrada Para Mazgani”, do realizador Rui Pedro Tendinha. Explica-nos o conceito por detrás deste documentário e como surgiu esta ideia para a sua realização.
A ideia foi o Rui documentar uma pequena tournée que fizemos por alguns países europeus. O espectador poderá acompanhar o percurso da banda ao longo da estrada, a aventura, os concertos, os bastidores, etc; é, sucintamente, um “road movie” sobre uma banda de rock & roll.

6. Há algum concerto que queiras ver, em especial, nesta edição do FUMO?
Julgo que o cartaz do festival é extraordinário, e que a organização está de parabéns; tenho especial interesse em ver os Mão Morta.

7. Falando um pouco sobre Setúbal, onde vives desde os cinco anos. Achas que a música é apoiada na tua cidade? Ou sentes que há falta de entidades como a Experimentáculo, que promovem de forma activa os artistas e o talento regional?
Julgo que o trabalho que está a ser desenvolvido pela Experimentáculo é de uma importância absolutamente determinante. Tenho profunda admiração pelas pessoas que levam este empreendimento avante, e estou tremendamente grato por tudo o que esta entidade tem oferecido à cidade.

Entrevista por Henrique Mota Lourenço

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