Super Bock Super Bock 2012: Antevisão

O Super Bock Super Bock, um dos festivais portugueses mais instáveis quanto ao formato, local e estilo musical predominante, regressa pela terceira vez ao Meco para a sua 18ª edição, já esta semana. Organizado pela Música no Coração, volta a instalar-se na Herdade do Cabeço da Flauta de 5 a 7 de Julho, prometendo compensar todos os erros organizacionais que fizeram chover críticas nas duas edições anteriores, quanto ao trânsito, excesso de festivaleiros acampados para a real capacidade do recinto e… ao imenso pó.

Apesar de dois recentes cancelamentos de peso, após Pete Doherty ter dado entrada num centro de reabilitação de drogas na Tailândia e Azealia Banks ter cancelado grande parte da sua digressão europeia, a edição deste ano promete boa música nacional e internacional ao longo de 3 dias, com grandes regressos ao nosso país e algumas ansiadas estreias – pode não prometer um dos melhores festivais do país este ano como o foi o ano passado, trazendo grandes nomes como Arcade Fire, The Strokes ou Arctic Monkeys, mas sem dúvida que vale a pena regressar ao Meco este ano. Vejamos porquê!

Para os festivaleiros com o passe para os 3 dias, o festival começará mais cedo, no dia 4 de Julho, com uma noite dedicada ao Drum ‘n’ Base, para aquecer… Mas é dia 5 que a “Super Música” começa a sério.

Dia 5 de Julho

No dia 5 de Julho as atenções recaem sobretudo sobre o indie rock britânico de Bloc Party, que depois de Kele nos ter visitado várias vezes a solo este últimos anos, voltam para relembrar os sons explosivos que os lançaram no estrelato em 2005 com Silent Alarm – e também material novo para um novo álbum a ser lançado em breve. Outras das grandes atracções são os Incubus, uma referência incontornável da música rock do virar do século e que com mais de 20 anos de carreira, voltam a Portugal 5 anos depois com um novo álbum lançado o ano passado: If Not Now, When? Todavia, não podemos esquecer o grande regresso ao Meco do electropop dos Hot Chip: acho que estamos todos curiosos para ouvir o novo álbum In Our Heads ao vivo, não?

Por último, aconselha-se neste dia uma especial atenção sobre a estreia da britânica Natasha Khan, mais conhecida por Bat for Lashes, em Portugal e o seu dream pop. Quanto à música nacional, destaco os The Happy Mess, uma banda cuja fama emergente merece toda a atenção. Para os amantes da música electrónica, a sugestão recai sobre Flying Lotus em formato live, no Palco @Meco.

Dia 6 de Julho

Num dia em que o Rock do nome do festival deriva mais para o Pop, poderemos assistir a grandes nomes merecedores de grande atenção mediática como M.I.A., cujo single “Bad Girls” está a tomar conta da Internet, ou The Horrors, cuja digressão europeia de apresentação do novo álbum falhou Portugal, sendo esta a oportunidade de ouvirmos finalmente Skying ao vivo (que tem músicas absolutamente fantásticas como “Still Life“). Todavia, todas as atenções recaem para a grande estreia deste dia: Lana del Rey. Ame-se ou odeie-se, ninguém quer perder a estreia da nova menina da pop e artista do momento em Portugal. Dona de um dos mais aguardados álbuns deste ano, com mais de 25 milhões de cópias vendidas, será que o álbum ganha ou perde com o charme de Lana ao vivo? A julgar por recentes actuações em festivais, valerá a pena presenciar este momento.

Também o dance-punk dos The Rapture promete ser um dos concertos do dia (para quem os perdeu no OPS), ou a pop enérgica e adorável da dinamarquesa Oh Land, que já nos provou no Vodafone Mexefest em Lisboa que é mais do que uma menina bonita e simpática – o seu enorme talento sabe como nos pôr a mexer. Importante será referir também a subida ao palco de duas grandes bandas do actual panorama nacional – não quereremos certamente perder Wraygunn nem Supernada!

Dia 7 de Julho

No último dia o festival teria de encerrar da melhor maneira. E embora não tenhamos grandes nomes – tirando o grande ex-Genesis Peter Gabriel, uma das maiores referências do nosso tempo, e que virá ao Meco relembrar porquê – vários nomes emergentes da música actual juntam-se no Sábado para assegurar mais uma noite memorável. The Shins, já com 15 anos de carreira, ganharam recentemente alguma visão com o seu Port Of Morrow, e será um dos concertos da noite. Por falar de hypes, sem dúvida que Skrillex, recentemente vencedor de 3 grammy’s, trará muita gente ao recinto para fazer a festa até de madrugada.

Ainda assim, para mim, a grande atracção deste último dia recai sobre duas mulheres de força: a voz feminina aliada às guitarradas da adorável Annie Clark, mais conhecida musicalmente por St. Vincent, autora de um dos álbuns do ano de 2011 (Strange Mercy), e claro, a norte-americana de origem russa Regina Spektor. Uma das mais talentosas cantoras e compositores do nosso tempo, traz o seu estilo muito próprio ao Meco, prometendo-nos encantar com a sua voz, as suas histórias encantadoras e uma carreira já com muitos sucessos – e ainda um álbum recente que nos irá certamente apresentar: What We Saw From The Cheap Seats.

Info Útil: Transportes e Estadia

Para melhor desfrutares deste festival e do seu ambiente, sem dúvida que o melhor será ficar instalado no parque de campismo junto ao recinto, grátis para os festivaleiros portadores do passe para os 3 dias, que abre portas às 10h do dia 4 de Julho e promete ter todas as infra-estruturas necessárias: desde WC’s, chuveiros, lavatórios, serviços de alimentação, um minimercado próprio e uma zona dedicada ao parqueamento de caravanas, com luz e WC’s. As condições serão melhoradas em relação ao ano passado, com novos arruamentos – para facilitar a orientação, a recolha de lixo e a vigilância – e reforço das estruturas de higiene. Deste modo, promete-se um festival bem mais confortável e seguro.

Todavia, há uma enorme panóplia de transportes públicos que permitem o fácil acesso ao recinto, não só para quem pretende ir e vir todos os dias, como também para os portadores de bilhetes diários. De comboio, haverá uma frequência de 20 a 30 minutos com ligação entre Lisboa e Coina, e frequência de 30 a 60 minutos com ligação entre Setúbal e Coina (sendo que quem vem de comboio da CP, terá de fazer transbordo em Lisboa e no Pinhal Novo para os comboios da Fertagus). Seguidamente, da Coina ao recinto existe uma ligação especial por autocarro, com custo de 2€, com os seguintes horários:

COINA (ESTAÇÃO) – SBSR (2,00€):
4 de Julho: das 15h00 às 19h00
5, 6 e 7 de Julho: das 12h00 às 21h00

SBSR – COINA (ESTAÇÃO) (2,00€):
Madrugadas de 6, 7 e 8 de Julho: das 04h00 às 06h00 (ligação aos primeiros comboios da manhã)
8 de Julho: das 8h00 às 13h00

Para quem vive em Lisboa, uma boa alternativa são os autocarros especiais com ligação directa da Praça de Espanha/Gare do Oriente ao recinto, assegurados pelos TST. Aqui ficam os horários disponíveis e preços:

LISBOA (PRAÇA DE ESPANHA) – SBSR (BILHETE: 2,50€):
4 e 5 de Julho – das 10h00 às 19h00
6 e 7 de Julho – das 14h00 às 19h00

LISBOA (GARE DO ORIENTE) – SBSR (BILHETE: 4,00):
4 e 5 de Julho – das 10h00 às 23h30
6 e 7 de Julho – das 14h00 às 19h00

SBSR-LISBOA (Praça de Espanha) – SBSR (bilhete: 4,00):
Madrugadas de 6, 7 e 8 de Julho – da 01h00 às 05h00

SBSR-LISBOA (Gare do Oriente) – SBSR (bilhete: 4,00):
8 de Julho: das 8h00 às 13h00

O transbordo dos portadores de Musicard CP deverá ser feito na Gare do Oriente, onde terão direito a um shuttle, que os transportará até ao recinto.

Sendo o mote deste festival “Meco, Sol e Rock ‘n’ Roll”, naturalmente que os dias dos festivaleiros serão passados na praia, para à noite poderem disfrutar da melhor música. A partir de dia 4 de Julho até dia 7, haverá autocarros gratuitos para a Praia, a partir do recinto das 9h00 até às 19h00.

Para informações adicionais – desde parques de campismo alternativos ao que podes ou não levar para dentro do recinto, consulta o site oficial. O cartaz na íntegra está disponível aqui. Fica com um mapa do recinto e… bom festival!

Texto por Mariana Coimbra

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