doclisboa ’12 – primeiras considerações do 10º Festival Internacional de Cinema

Foi hoje apresentada a 10ª edição do doclisboa, que conta este ano com uma nova direcção e uma nova imagem.  Entre os dias 18 e 28 de Outubro, a Culturgest, o Cinema São Jorge e a Cinemateca Portuguesa irão acolher este Festival Internacional de Cinema.

Uma edição que traz novas propostas, nomeadamente duas novas secções não competitivas: Verdes Anos, que apresenta filmes produzidos no contexto de centros de formação, particularmente escolas secundárias, para além das academias, em cursos relacionados com o cinema e, particularmente, com o cinema documental e Cinema de Urgência, onde serão apresentados “filmes que documentam e testemunham  situações e acontecimentos relativamente aos quais é urgnte criar uma comunidade de debate, de reflexão”, que pretende enfatizar o cinema como “acto de cidadania e acção directa”, que promove uma “reflexão viva e actuante”, segundo as palavras de Cíntia Gil.

Com uma nova estrutura directiva que faz questão de sublinhar estar atenta àquilo que nos rodeia e à actualidade política, esta edição reflecte também um esforço aos desafios actuais de “encontrar novos modos de fazer e pensar”. Assume-se como um colectivo de trabalho que “nasceu de uma visão particular do cinema partilhada e aberta à pluralidade”. Desta forma, surge um novo logótipo que transmite exactamente essa ideia de pluralidade, mas simultaneamente, de inscrição.

Relativamente às retrospectivas, nesta edição serão duas: United We Stand, Divided We Fall e Chantal Akerman. United We Stand, Divided We Fall é comissariada pelo programador Frederico Rossin e “trata-se de uma retrospectiva focada nos momento em que a luta política e social obrigou à reinvenção da prática cinematográfica e do estatuto de autor”. Chantal Akerman é a realizadora de destaque este ano, cujo trabalho desafia constantemente as barreiras entre documentário, ficção, autobiografia e ensaio, provoca um questionamento permanente sobre o que é o documentário e convoca questões de territorialidade, nomeadamente como pode ser determinante na própria história dos lugares e influenciar o seu trabalho enquanto realizadora. Para além disto, será apresentada uma retrospectiva integral do seu trabalho, em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

Direcção: Ana Jordão, Cinta Pelejà, Cíntia Gil, Susana de Sousa Dias

Programador Associado:Augusto M. Seabra

Consultora de Programação: Anna Glogowski

Comissário da Retrospectiva United We Stand, Divided We FallFederico Rossin

Comité de Programação: Adriano Smaldone, Cátia Salgueiro, Pedro Fortes

Para mais informações: www.doclisboa.org | www.facebook.com/doclisboa

 

Texto por Maria Palma Teixeira

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s