Entrevista aos Baroness

©Jimmy Hubbard

John Baizley, Peter Adams, Matt Maggioni e Allen Blickle. Os norte-americanos Baroness, quarteto formado por estes senhores que mencionei, vão estrear-se no nosso país no próximo dia 20 de Julho quando subirem ao palco Milhões, do festival Milhões de Festa, a decorrer entre os dias 20 e 22 deste sétimo mês do ano, em Barcelos. Antes disso a banda edita no dia 16 do mesmo mês, na Europa, o seu terceiro disco, intitulado “Yellow & Green”, um ambicioso álbum duplo que mostra uma faceta diferente da banda, e, que está disponível na sua totalidade para audição aqui.

1. Editam este mês o vosso novo disco “Yellow & Green”, o que é que nos podem dizer sobre ele?
O álbum chama-se Yellow & Green. É uma compilação de dezoito temas que escrevemos e gravamos em 2011.

2. Ao ouvir os temas que já disponibilizaram deste novo disco nota-se que experimentaram novos caminhos na vossa sonoridade, a juntar a isso, este lançamento é um disco duplo, o que torna esta edição num projecto bastante ambicioso. Como é que foi dar esse passo em frente? Estão orgulhosos com o resultado final?
Foi um excelente processo e ficámos muito orgulhosos com o resultado final. Pusemos as nossas vidas neste disco, sem nada a nos prender. É por isso uma representação de nós mesmos neste ponto das nossas vidas enquanto músicos e, enquanto banda.

3. Como é que foi o processo de escrita e composição destas músicas, diferiu de alguma forma dos vossos trabalhos anteriores?
Gravamos e fizemos demos de todo o material numerosas vezes. Isso deu-nos a chance de ouvir e criticar estas músicas muito mais do que aquilo que fizemos no passado, por exemplo. De certa forma isso torna-as também muito mais coesas, ao invés de serem um conjunto de riffs que acabaram por ficar juntos.

4. Depois do “Red” e do “Blue” têm agora o “Yellow” e o “Green”, qual é, se é que há, a relação que estes títulos têm com a vossa música? Há algum tipo de conceito por trás destas escolhas ou estão apenas a tentar construir um arco-íris musical?
É uma forma de catalogarmos os nossos discos como números. Não queremos ter nenhum tipo de nome profundo como título de um álbum, correndo o risco de que apenas e só esse título possa influenciar ou incutir uma ideia pré-concebida a quem nos ouve. A música fala por si mesma e a cor pode igualmente representar o sentimento de cada álbum específico.

©Jimmy Hubbard

5. O artwork do disco segue também a mesma linha dos anteriores. Como é que é desenvolver ao mesmo tempo esta vertente no design do álbum e conjugá-la com tudo o que foi feito para trás?
É uma continuação visual dos nossos anteriores trabalhos, tal como as cores. Há também algum conteúdo em cada capa que está relacionado com a nossa vida naquele determinado momento.

6. Voltaram a trabalhar com o produtor John Congleton neste disco, como é que correu este reencontro? Depois da colaboração em “Blue” foi uma escolha óbvia para vocês?
Sim, depois de termos trabalhado com o John no Blue Record tornamo-nos grandes amigos. Sabíamos perfeitamente que o material que tínhamos acabado de escrever era um salto para nós, por isso não queríamos que em termos de produção isso acabasse por acontecer também. Assim, fez todo o sentido que este Yellow & Green tenha sido produzido por alguém com quem já tínhamos trabalhado antes.

7. Três dias depois do vosso disco ser editado vão estar em Portugal para tocar no Festival Milhões de Festa em Barcelos. O que é que o público nacional pode esperar deste concerto?
Os Baroness nunca tocaram em Portugal e, por isso, vai ser a nossa estreia no vosso país. Estamos extremamente ansiosos por aí estar e conhecer não só o lugar, como também os fãs que temos aí.

8. Querem deixar uma última mensagem a quem vos lê?
Obrigado pelo vosso apoio e esperamos que gostem do nosso novo disco. Vemo-nos na estrada!

Entrevista por Hugo Rodrigues

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