Marés Vivas TMN 2012 – 1º dia (18/07/2012)

Texto por Ana Soares / Fotos por Gustavo Machado

No primeiro dia do festival Marés Vivas a noite caiu fria, a contrastar com o calor que se fez sentir durante o dia, mas nem isso demoveu cerca de 19 000 pessoas a deslocarem-se até à praia do Cabedelo, para o primeiro dia de festival.

Aos suecos, The Sounds caberia a sempre difícil tarefa de abrir o palco principal. O quinteto escandinavo liderado pela eléctrica Maja Ivarsson subiu pontualmente ao palco e foi com “Painted by Numbers” que causou a primeira onda de entusiasmo do, ainda, pouco público que esperava pelos concertos no palco principal.

The Sounds

Embora não muito conhecidos do público presente, Maja conseguiu agarrar os que assistiam ao concerto, com a sua simpatia e energia em palco. Foram no entanto os singles  “ No one sleeps when i’m awake’  e “Tony the beat” que puseram o publico a cantar e a dançar e segundo palavras da vocalista “on fire”. Antes do final houve ainda tempo de Maja descer até á zona do publico para brindar os mais resistentes com a sua presença. Sempre simpáticos, foi com uma merecida ovação que os The Sounds abandonaram o palco, dando espaço aos australianos Wolfmother, que à primeira vista causaram a todos boa impressão com o seu hard rock refinado, embora à segunda musica alguns problemas de som se tenham feito sentir e que vieram estragar um pouco uma actuação que esteve perto do muito bom.

Wolfmother

O publico parecia gostar e os Wolfmother em jeito de agradecimento diziam que tinham ouvido que nós éramos o melhor publico do mundo, e claro que depois de espicaçado o publico respondeu ainda melhor às restantes musicas.

Antes de “Woman”, Andrew Stockdale lançou o seu charme ao público, ao dizer que as meninas portuguesas eram as melhores em bikini o que soltou umas sonoras gargalhadas entre os presentes.

Durante “White Unicorn” houve ainda uma passagem por “Another brick in the Wall” dos Pink Floyd, com todos a cantar em uníssono esse hino mundial, numa altura em que o recinto estava já bem mais composto. Com “Joker & the Thief” os australianos despediram se do publico português deixando muitos dos presentes certamente com vontade de acompanhar mais de perto esta banda australiana.

Já passavam alguns minutos da hora marcada quando Alex Kapranos, igual a si mesmo, de camisa negra, mas com um novo visual a nível capilar e um bigode muito retro (que parecia agradar ao público que tinha até um cartaz nas grades onde se podia ler “Portugal suports the mustache”), e companhia subiram ao palco com “Do You Want To” para porem logo desde o início todos a dançar. Os Franz Ferdinand apresentaram-se em formato best of, uma vez que se aguarda o lançamento do novo álbum, no entanto houve ainda tempo para músicas novas entre elas Right Thoughts” que pareceu agradar ao público.

Franz Ferdinand

Donos de um ritmo frenético, os Franz Ferdinand revisitaram êxitos como, “Walk Away”, “Take me Out”,“This Fire” ou “Jacqueline”, temas que tornam qualquer concerto seu numa enorme pista de dança, numa enorme festa em que todos cantam, dançam e saltam. A meio de “Can Stop Feeling” houve tempo para revisitar Donna Summer em “I feel love”. O concerto terminou de forma um pouco mortiça, ao contrário do que tinha sucedido com o seu explosivo começo e talvez devido ao avançar da hora foram muitas as pessoas que começaram a abandonar o recinto ainda antes de o quarteto escocês terminar a sua performance.

Em resumo, o primeiro dia do festival foi bastante positivo, esperam se mais 3 dias de boa música nas margens do Douro para celebrar o 10º aniversário do Marés Vivas.

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