Milhões de Festa – Dia Zero (19/07/2012)

Texto e fotos por Hugo Rodrigues

Quando este ano soubemos que haveria mais um dia de awesomeness em Barcelos, o instinto mandou-nos preparar as coisas mais cedo, reorganizar planos e, preparar tudo para sair. É verdade, este ano houve Milhões de Festa durante quatro dias, com um dia zero, um dia de recepção a todos os que decidiram e puderam desfrutar de todos os prazeres que a cidade tem para oferecer.

A tomar conta dos eventos da parte da tarde esteve o Red Bull City Gang, com quatro concertos a acontecer por lugares insólitos de Barcelos, numa mistura entre o tradicional/histórico e o sangue jovem que corre nas veias da cidade. Assim, apenas tivemos uma janela de tempo muito curta para montar as tendas e arrumar a tralha no Parque da Cidade, que durante estes dias acolhe todos os campistas, e seguir para o Mercado Municipal, onde os The Glockenwise iriam actuar.

Em frente à banca da fruta de um senhor cujo nome já não me recordo, mas que como bom esposo estava a cuidar do estaminé para a sua senhora, a banda tocou quatro temas em acústico para algumas das pessoas que se tinham juntado ali. Infelizmente, e como seria de esperar, as condições não seriam as melhores para algo sem micros nem instrumentos ligados à corrente, pelo que o ambiente criado por esta actuação fora de um contexto ‘normal’, foi mesmo o melhor a retirar deste mini concerto dos The Glockenwise, que mais pela noite viriam a dar um dos primeiros bons concertos do festival, mas já lá vamos.

Com o tempo a urgir, tivémos que passar o concerto de Käil a acontecer na Casa Meira, ainda que no percurso tenhamos ouvido um pedaço (e estava a prometer), voltando depois para ver Aspen, na esplanada do Largo do Apoio.

E era já uma moldura humana bastante interessante aquela que se concentrava para ver o trio, por vezes quarteto, quando em algumas músicas se juntava outro elemento nas teclas. A apresentar “Winds Of Revenge“, o disco editado pela Lovers o ano passado, os Aspen agitaram a estrutura subterrânea da cidade com os seus temas instrumentais poderosíssimos.

Quando finalmente conseguimos passar pela Casa Lurdes, onde Cálculo iria dar o último concerto da tarde, este já tinha acabado, no entanto, fomo-nos consolar com um dos famosos panados de tamanho mutante do Xispes, e fomos dar uma vista de olhos ao Palco Taina, uma das novidades deste ano, e onde Pedro Santos já tinha iniciado a sua destroca de discos. Sem prometer muito, a noite só começou a animar verdadeiramente quando os barcelenses Johnny Sem Dente subiram ao palco e sobem também o volume. Com um rock descomplexado, como descrevem o seu som, a banda arrancou um bom concerto e aqueceu os ânimos para o segundo concerto dos The Glockenwise neste dia.

Devidamente ligados à ficha, como se quer, protagonizaram o primeiro grande momento do festival, com a animação em crescendo, como de resto é seu apanágio. Ainda a apresentar o muito bem recebido disco de estreia “Building Waves“, não faltaram temas como “Stay Irresponsible“, “Bardamu Girls” ou “Scumbag“, um tema novo, algum crowdsurf e os azares com a guitarra do Rafa. Nada que afecte particularmente a banda, contente por estar ali, de regresso a um dos palcos do Milhões, e de Barcelos, a sua cidade.

Após isso os Gnod resfriaram o entusiasmo, com um DJ Set que não ouviriamos até ao fim, já que era altura de guardar e recuperar forças para os três dias de festival que estavam para vir.

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