Act of Valor

O pós-11 de Setembro continua a desafiar a Hollywood. Pelos vistos, continua a haver material com que trabalhar.

Feito com a plena cooperação e aprovação dos militares americanos, Act of Valor oferece-se para mostrar como é a vida os soldados em combate. Com um elenco formado por verdadeiros soldados, embarca em várias missões para impedir ataques terroristas em pleno solo americano. O filme tenta superar as peliculas de acção convencionais, mas as suas reivindicações de realismo e patriotismo acabam por mostrar-nos aquilo que já estamos fartos de ver. Em resumo, acaba por ser um Battleship mais estilizado e contido, uma espécie de hibrido entre action film e o documentário.

Desta vez, os Navy Seals são chamados para resgatar uma agente da CIA (Roselyn Morales) sequestrada por um grupo extremista empenhado em organizar ataques bombistas em vários pontos dos Estados Unidos, liderado por Christo (Alex Veadov) e Shabal (Jason Cottle).

As missões conduzem-nos a autênticos cenários de combate. Mike McCoy e Scott Waugh pensaram as sequências de assalto de maneira a que fossem filmadas para que o espectador pudesse entrar para o centro da acção, como se ele próprio fizesse parte da equipa de resgate.

Todavia, sem as habilidades de grandes actores do género, o filme perde um pouco o entusiasmo. A narração do filme torna-se um pouco aborrecida, ganhando sentido apenas no final. Mesmo as cenas de acção se tornam um pouco fracas para o tipo de filme que se pretendia fazer. Quem espera ver uma guerra entre trincheiras vai ficar desiludido. Este é um filme que se debruça sobre uma profissão: a dos Navy Seals.

Apesar de contar uma história sobre um pelotão e seguir o caminho de cada um dos soldados que se sacrificam pelos amigos, lutam por um bem maior, protegem um país ou que mostram coragem nas situações mais adversas, os diretores tornaram Act of Valor numa dedicatória “a todos os que fizeram o derradeiro e último sacrifício desde o 11 de Setembro” e, no fim, deixam-nos com um pensamento: “na coragem há esperança”.

Texto por Elisa David

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