Músicas da Semana #23

Escolhas de Ana Cláudia Silva (MPAGDP):

Antony and the Johnsons – Hope there’s someone
Antony é, para mim, um dos cantores mais inteligentes da actualidade e a sua voz transforma toda a atmosfera em algo bastante espiritual. De vez em quando volto a ouvir o disco “I’m a birdnow” em modo repeat e esta é, de todas as canções, aquela que ainda hoje me faz tremer o coração.

Best Youth – Hang out
Esta simpática dupla (mais o seu baterista) é responsável pelo belíssimo “Winterlies EP“. Desde que saiu no mercado, nunca mais saiu do meu mp3, e já está na altura de presentearem os seus admiradores com novas canções. São totais merecedores de todo o destaque que se tem feito à sua volta e, se puderem, apareçam num dos concertos da banda porque ao vivo são ainda mais excepcionais.

SILVA – 12 de Maio
Ouvi esta música pela primeira vez num programa de uma rádio nacional onde o João Paulo Feliciano foi convidado e a apresentou. Desde aí que ganhei uma relação de amor platónico por esta canção. Todo oEP é bastante bom, mas esta é a única música que me faz dançar continuamente. A recomendação: para se ouvir durante um final de tarde a beber uma água de coco.

Hot Chip – Night and Day
Esta música não é própria para quem sofre de insónias (como eu) ou tem sonos trocados. Mas é uma das músicas que entrou recentemente na minha playlist e que me tem acompanhado enquanto trabalho ou finjo que faço algo. A escolha apenas se resume a esta frase – “You got me working night and day”!

Jack White – Freedom at 21
Admito que fui uma entre os milhares de pessoas que entraram em histeria quando souberam que Jack White vai regressar a Portugal. O imaginário que criei sobre este compositor e intérprete faz com que este álbum saia um pouco perdido com tanta qualidade. Do seu álbum a solo destaco esta cancão porque, mesmo antes de sair o videoclipe oficial, a sua performance no programa americano Later with Jools Holland fez-me ficar… viciada!

Escolhas de Cláudia Filipe:

Alt-J – Tessellate
Ainda no rescaldo da brutalidade que foi este concerto no Milhões de Festa…
Só conheci esta banda após o anúncio do concerto no festival. Fui investigar e dei por mim a ouvir este álbum mais vezes do que esperava. Rapidamente se tornou num dos concertos que mais queria ver e não desiludiu. Esta Tessellate foi um momento mágico e inesquecível. Quero tudo outra vez: o brilho nos olhos e o sorriso parvo. As maravilhas que a música ao vivo fazem por uma pessoa. <3

Baroness – Jake Leg
Outra que vem no rescaldo do festival e em tentar adivinhar que música é que Baroness iam escolher para tocar no encore. Parece que a R. ganhou ao acertar na Jake Leg, rapidamente cantada por nós a plenos pulmões também. Foi mais um momento para mais tarde recordar. Andei a ouvi-la o resto da semana naquela de nostalgia pós festival.

Bon Iver – Towers
Concertos que afinal até gostava de ter visto. Apesar de não ser a maior fã, adoro esta Towers e tinha uma certa curiosidade em ver como é que o senhor se comporta em palco. Diz que foi bom e parece que também não vai dar para o apanhar em Outubro porque tenho de rumar a norte para tratar de assuntos godspeedianos.

Nite Jewel – One Second of Love
Tenho uma pontaria… cada vez que estou no rádio e ligo para uma certa-estação-de-rádio-que-gosto-de-ouvir-porque-passa-música-interessante-mas-que-evito-porque-os-locutores-me-enervam está a passar esta música de Nite Jewel. Se ao início torcia o nariz e achava quase piroso, agora gosto imenso e passei a incluir nas playlists diárias e tudo. Descobrir o trabalho desta senhora tem também sido uma boa surpresa.

The Magnetic Fields – I Think I Need a New Heart
Se o Grooveshark diz que estou viciada nesta música então vou acreditar. De facto tem sido escolha recorrente: a fórmula é simples e fica na cabeça. Por isso loop.

Escolhas de Sandro Cantante:

Blink 182 – Dammit
Como já afirmei vezes sem conta, o concerto do passado Sábado no Pavilhão Atlântico veio com uns 10 anos de atraso. Notou-se, especialmente no entusiasmo. Ainda assim, esta ainda foi a música que mais impacto causou em mim (o que pode ser estranho, visto nem ser dos maiores hits da banda). Dificilmente os Blink 182 vão ter um lugar na história da música, mas vão ser para sempre uma das bandas que compõe a adolescência da minha geração.

The All-American Rejects – Dirty Little Secret
Por sua vez, a primeira parte ficou a cargo destes míudos. Não gostei. Aliás, odiei. Não aguentava nem mais um segundo daquele vocalista e nem pago volto a ver a banda. Ainda assim, esta música não me sai da cabeça. Por favor, alguém que a vá lá tirar por mim.

Linda Martini – 100 Metros Sereia
Esta é daquelas músicas mesmo, mesmo boas. Há todo um instrumental inicial que delicia os ouvidos, seguido de uma letra curta, simples, mas forte. Repetitiva? Prefiro o adjectivo ‘viciante’.

La Roux – Bulletproof
Não é de todo a minha cena e consta que a descobri um bocado mais tarde do que a generalidade das pessoas. O bom é que eu não me preocupo com o que a generalidade das pessoas ouve e se quiser meter MC Hammer a dar no meu carro, fingindo que ainda é cool, não tenho problemas com isso. Felizmente, não é MC Hammer que ando a ouvir, mas sim esta interessante Bulletproof.

Incubus – Anna Molly
É possível que já tenha referido esta música na altura do SBSR, mas a verdade é que continuo a ouvi-la bastante. Se todo o indie rock fosse neste sentido, eu convertia-me desde já a essa religião esquisita. Isto, assumindo que é aceitável assumir que Incubus é uma espécie de indie rock. Vou assumir que ninguém liga muito a isso.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

The Gaslight Anthem – Mulholland Drive
É provável que o Brian Fallon seja incapaz de fazer música má, o novo disco dos The Gaslight Anthem é mais uma prova disso. É verdade que fui batalhando com os dois primeiros álbuns da banda e, que foi com o “Elsie” de The Horrible Crowes (o projecto a solo do senhor), que acabei por me render às evidências. Voltando aos TGA, todo este novo disco é apetecível, mas esta semana apetece-me destacar a “Mulholland Drive“.

Fang Island – Never Understand
Há falta de melhor expressão, este tema é viciante as hell. Pessoalmente, culpo aquela linha de guitarra.

Black Bombaim – A
Sinto-me sujo por não ter gostado do concerto da banda no Milhões de Festa, quando pensei que isso nunca fosse possível (obrigadinho por isso Gnod), ainda para mais quando o titã Adolfo estava por lá tão perto e, ao mesmo tempo tão longe. A redenção vem em forma de “A“, é esperar que à próxima saia melhor.

Hopewell – Realms Of Gold
Descobri esta banda recentemente e gostei bastante. Tenho andado a apreciar o “Good Good Desperation” que editaram em 2009 e a “Realms Of Gold” tem sido escolha recorrente.

Lostprophets – Another Shot
Ainda que a banda já não me diga muito, acabou por fazer parte dos meus teen years. Depois dos últimos dois discos terem saído muito ao lado, os Lostprophets parecem recuperar parte da força que os dois primeiros álbuns tinham com este novo “Weapons“, e isso agrada-me. Este tema é um bom exemplo disso.

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