Entrevista aos Supernada

Foto por Gustavo Machado (Hard Club 04/04/2012)

Entrevista respondida por Francisco Fonseca (baterista)

Nascida em 2002, precisamente na mesma semana dos Pluto, a banda portuense é composta por Manel Cruz (voz), Ruca Lacerda (guitarra), Eurico Amorim (teclados), Miguel Ramos (baixo) e Francisco Fonseca (bateria). Em 2006 os Supernada iniciaram o processo de gravação do disco que em 2012 pudemos finalmente ouvir, foi um processo demorado, é certo, mas “Nada é Possível” está cá fora. Desde então os convites para tocar ao vivo têm sido variados, e este Verão marca a passagem da banda por diversos festivais, o próximo será por Guimarães, no próximo dia 4, no Barco Rock Fest.

1. O que vos levou a escolher “Nada é possível” como nome do álbum?
Já estávamos a gravar o disco e o Manel, num festival de Paredes de Coura, sugeriu este nome para o disco. Na altura todos gostamos e ficou. Entretanto, em jeito de brincadeira, começamos a chamar-lhe “2º Disco” e a coisa estava a pegar, mas quando nos sentamos para tomar a decisão de como lhe íamos chamar a escolha foi “Nada é Possível”.

2. Como foi a experiência de criar este disco, considerando o longo período de gestação?
Foi um processo longo pois o plano que tínhamos inicialmente não resultou e tivemos que descobrir um outro disco. O disco foi produzido e gravado por nós, tendo o Ruca e o Manel assumido muito do trabalho a este nível. Neste aspecto foi uma experiência de grande aprendizagem que trouxe muitas competências, mas que tornou a experiência mais exigente e cansativa.

3. Que efeito teve o processo de gravação na maneira como vêem neste momento o trabalho em estúdio?
O efeito que o processo teve foi um upgrade nas condições técnicas (equipamentos e competências), para podermos gravar as coisas que fazemos. Neste momento o trabalho pode ser feito em estúdio, pois o estúdio é onde nós quisermos, as nossas salas de ensaio, as nossas casas ou os nossos atelieres.

4. Qual é a vossa abordagem ao acto de criação musical?
Nos Supernada a maior parte das coisas acontece na sala de ensaio. Algumas vezes o motivo surge no momento, noutras parte-se de uma ideia que se tem na bagagem. Há naturalmente trabalho individual mas as coisas acontecem quando estamos juntos.

5. Ao criar um álbum, há geralmente canções que ficam de fora. Mas no vosso caso deixaram de fora canções com mais vida do que os habituais leftovers. Como vêem esse fenómeno?
Foi consequência do processo de gravação e foram várias as razões que o justificaram. Por um lado, quando começamos a gravar, alguns temas já os tínhamos feito há muitos anos e descobrimos que já não nos identificávamos muito com aquilo (e que não os conseguíamos interpretar da mesma maneira). Por outro lado, alguns temas já não se enquadravam com a nova estética que ganhou forma com os novos temas que surgiram no processo de gravação.

6. Como percepcionam a imagem exterior da banda, aquilo que esperam de vocês?
A imagem de 5 gajos que gostam de fazer música juntos e de que continuem a gostar.

7. Como tem corrido a reacção da crítica e público ao álbum?
O feeling que temos recebido é bom, tanto das cenas que vamos lendo como do que vamos recebendo nos concertos.

8. O que é que significa, para vocês, ser uma banda rock em 2012?
No nosso caso significa que depois de alguns anos a fazermos música juntos, continuamos a gostar de fazê-lo, com cada um de nós a deslumbrar-se com as cenas que os outros fazem.

9. Como é que vêem o vosso futuro como banda, o que se segue?
Assim como no início, os Supernada vão continuar sem grandes planos. Para já queremos celebrar o “Nada é Possível” e tocá-lo ao vivo. Nos ensaios temos trabalhado em cenas novas, algumas já tocadas ao vivo, mas para já sem planos para edição de discos.

Entrevista por João Palma

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