ATM

O que há a dizer sobre “ATM”, o esforço debutante de David Brooks no grande ecrã? Que, para além de diálogos forçados, cuja mediocridade é apenas suplantada pela má performance dos actores, dos quais só se safa Josh Peck por conseguir não ser atroz, o filme falha em tudo aquilo que pretende ser.

Pretende, antes de mais, ser um thriller claustrofóbico com pretensões de fazer o espectador questionar a humanidade de cada um quando colocados em situações extremas. Para isso David Brooks coloca os nossos três protagonistas num cubículo com caixas multibanco e um homem lá fora que não os deixa sair. Sim, é só isto. Porquê é que ele não os deixa sair? Não sabemos bem. Porque é que eles não saem na mesma? Também não sabemos bem e é aí que o filme falha tremendamente.

Nunca se chega a gerar um clima de desconforto e sufoco porque não é possível aceitar o cenário proposto. Passamos mais tempo a pensar nas muitas, e óbvias, formas de escapar do que a prestar atenção a um enredo que nem sequer existe. A somar a isto há uma quantidade inacreditável de situações que são simplesmente demasiado convenientes.

Para culminar, o filme parece insinuar uma sequela. Podia ser só um pormenorzinho, o suficiente para nos dar essa ideia, mas não. Muito depois da acção terminar o filme brinda-nos com mais cinco minutos de monotonia para deixar em aberto a possibilidade de uma continuação. Duvidamos imenso que suceda. Talvez directamente para vídeo.

Enfim, um filme a evitar cujo trailler resume o conteúdo.

Texto por Jorge de Almeida

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