The Expendables 2

Stallone, Willis e Schwarzenegger abrem caminho com metralhadoras pelo meio das tropas de Van Damme, com uma pequena ajuda de Chuck Norris como uma espécie de sniper, enquanto explosões e pessoas a correr pelas suas vidas enchem o resto do ecrã. Não, não é uma daquelas situações exageradas que dão início a uma piada, é mesmo uma cena do Expendables 2. Pode-se repetir até ao infinito a leitura deste parágrafo e nunca sentimos que a cena realmente aconteceu. É este o espirito do filme.

Um pouco desagradado com o último trabalho que deixou encarregue à turma de Barney Ross, Church dá-lhe uma última oportunidade para se redimir na forma de um novo trabalho. Aquilo que parece uma missão simples e rápida transforma-se numa luta contra um vilão – Vilain – que tem planos diferentes para o objecto central da missão de Barney e companhia. Esta é, portanto, a dispensável explicação da história de Expendables 2, a desculpa necessária para colocar todas estas lendas do cinema de acção juntas e em guerra.

O filme é exactamente aquilo que se quer que seja, sem grandes fugas à acção central. Os fãs deste tipo de cinema e, sobretudo, aqueles que gostaram do primeiro capitulo da saga, vão certamente ficar satisfeitos com a forma idêntica como este filme foi produzido. As diferenças aqui prendem-se com a escolha do vilão, que é também um dos símbolos do cinema de acção e das aparições mais alargadas de actores como Schwarzenegger, Bruce Willis e Chuck Norris. O resto? É apreciar corpos a serem desfeitos por balas, edificios a explodir, cabeças a rebentar e pescoços a partir.

Outro dos aspectos mais interessantes é a forma como o filme é feito quase como uma paródia ao resto dos filmes de acção, que muitos daqueles actores protagonizaram. Desde frases icónicas a situações exageradas, está lá tudo o que podemos ver em Terminators ou Die Hards, por exemplo. Enquanto que a simples aparição de Chuck Norris num filme já era razão para celebrar, a forma como se tratou o papel desta lenda é de louvar. Mais uma vez, é exactamente aquilo que se quer que seja.

Do outro lado da balança, está a publicidade um pouco enganosa do cartaz. É verdade que os actores anteriormente mencionados aparecem por mais tempo do que no primeiro Expendables, mas mesmo assim não se pode dizer que façam parte de grande parte da acção. Outros, inclusive um dos que esteve no primeiro filme, não aparecem por mais de 10 minutos. A escolha de Liam Hemsworth pode ser questionável, mas a sua personagem acaba por fazer todo o sentido para contrastar com os velhotes.

No final, é impossível não ficar com um sorriso na cara enquanto os créditos vão passando, mostrando, um a um, o nome de cada um dos intervenientes. Talvez já não seja uma surpresa, dois anos depois do primeiro capitulo e talvez fizesse mais sentido esperar até que todos os actores se juntassem para fazer um último grande filme, em vez de ir adicionando um ou dois novos de cada vez, mas não deixa por isso de ser um grande filme de entretenimento. Não tem conteúdo, é muito directo ao assunto e ninguém o vai lembrar na altura de nomear os melhores filmes de 2012, mas é acção, pura e dura, como não se vê em mais lado nenhum actualmente.

Texto por Sandro Cantante

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