Músicas da Semana #26

Escolhas de Mário Andrade:

Mário Andrade é um guitarrista multifacetado e cujas colaborações podemos ouvir em projectos tão distintos entre si, de Miguel Ângelo a The Poppers, Interzone ou Os Lábios.

Oasis – Champagne Supernova
Para começar, por uma questão de clubismo. Os Oasis são o meu clube como o Sporting é o meu clube, da mesma maneira inexplicável e irracional. Claro que podem dizer que há melhores em ambos os casos. Mas claro que estão completamente enganados!!
Para além disso, porque foi a música que me fez querer pegar numa guitarra pela primeira vez; porque o Liam Gallagher canta aqui com uma quase-ingenuidade que nunca se tinha visto antes e raramente se voltou a ver depois; porque o solo é tocado pelo Paul Weller (e aqui mato dois ícones com a mesma cajadada). Podia ficar o resto do dia a argumentar sobre este assunto, mas vou poupar-vos a isso.

Richard Hawley – She Brings the Sunlight
A BBC na crítica ao novo álbum “Standing at the Sky’s Edge” diz que ele é a estrela pop mais improvável de Sheffield. Mas ao sétimo álbum e depois de colaborações com Pulp, Arctic Monkeys, Elbow, Paul Weller (ele outra vez, aparece em todo o lado), já não acredito nessa improbabilidade. O gajo é bom! Ao ponto de eu quase lhe perdoar ter tocado num tema das All Saints.
Neste tema que abre o álbum, o Richard Hawley aparece menos trovador e mais psicadélico, menos countryside e mais oriental, menos kidney pie e mais caril com overdrive e sítaras a acompanhar. E mal posso esperar pelo concerto em Outubro, no TMN ao Vivo.

Capitão Fausto – Zécid
Passando por cima do facto de simpatizar pessoalmente com eles, de jogar à bola aos domingos com três deles e habitualmente ganhar, e de me terem apresentado aos melhores hamburgers de Lisboa, este álbum é das coisas de que a música portuguesa mais se pode orgulhar nos últimos tempos. Tem onda, tem trabalho, tem referências prog e refrões pop, tem virtuosismo sem que por uma única vez a palavra “azeite” venha à cabeça, tem um tema chamado Zécid e consegue safar-se com isso!!
Para quem franziu a sobrancelha no final da última frase, não há motivos para alarme, tem mais de The Wall (bem escondido) do que de 10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte.

The Cooper Temple Clause – Let’s Kill Music
Foram-me apresentados em 2001 e nunca mais estiveram muito longe dos meus headphones ou das colunas do carro. Gosto da maneira como iam de ambientes experimentais quase à Radiohead até temas melancólico-raivosos sobre a morte dum amigo, passando por momentos de partir a loiça como este Let’s Kill Music, que li algures que soava a uma luta de comida numa discoteca entre os Stone Roses e os Primal Scream e subscrevo. A voz do Ben Gautrey parece que tem areia mas sem ser demasiado grungy, as letras eram maioritariamente bem humoradas e irónicas, os lados-B não se ficavam atrás do resto dos temas. E ainda hoje acho que deviam ter durado mais tempo (acabaram em 2007) e chegado a mais gente. Tirando o terceiro álbum, esse era medianozinho.

Seelenluft feat. Jim Reid – I Can See Clearly Now
Outro tema já com uns anos em cima (é de 2004), mas que eu só descobri recentemente na pista do Incógnito. Tem o cantor dos Jesus and Mary Chain e isso chegava para me fazer feliz. Tem menos guitarras e feedbacks do que aquilo a que normalmente se associa o Jim Reid, mas a voz e as letras trazem logo uma certa familiaridade. E está cientificamente provado que de cada vez que o Jim Reid diz “coooool”, Deus mata um gatinho.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

Kate Bush – The Infant Kiss
Devo confessar que pouco conheço de Kate Bush, e esse pouco não me agradava assim muito. Descobri este tema por mero acaso, enquanto via o desfile da Miu Miu (Fall/Winter 2012/13), e toda a banda-sonora, passava por músicas desta cantora inglesa. “The Infant Kiss” prendeu-me a atenção por ter uma suavidade e tristeza doces.

Scorpions – Animal Magnetism
Mais uma banda da qual conheço pouco, e o que conheço são maioritariamente singles (quem não conhece?). Esta é extraída de um dos primeiros álbuns da banda alemã, de 1980, que tem o mesmo nome que este tema. É obscuro, sensual,

Azealia Banks - 212
Adoro esta miúda. É a nova sensação do R&B/ Pop /Electro/ Whatever, e este single (que agora está integrado num EP, com 4 outras canções, para nos satisfazer enquanto o albúm á séria não sai) está em todo o lado. A primeira vez que ouvi isto, fiquei contagiada, isto é algo epidémico. Entra no nosso cérebro e é adictivo. A quantidade de palavras que a moça diz por metro quadrado, faz-me querer decorar esta letra, que tem alguma asneirada pelo meio e coisas menos “apropriadas” para os mais sensíveis, por exemplo, na ponte para o refrão, a tal “I guess that cunt gettin’ eaten”. Lixo para os mais cépticos, 3 minutos de energia dançável para outros.

Paradise LostFear of Impending Hell
A melhor faixa do novo registo desta banda icónica do doom/ death metal. Pesada, melancólia. What else?

Gojira – Explosia
Como o próprio nome sugere, uma explosão de som. A banda francesa tem um novo albúm, L’Enfant Sauvage, e este é sem dúvida, um dos pontos altos do mesmo.

Escolhas de Cláudia Filipe:

Deftones – Change
Como boa fangirl de Dexter, fiquei bem contente com o trailer para a sétima season. A sério, esta interrupção anual mata-me sempre um bocadinho por dentro. Aguardo ansiosamente a nova temporada, principalmente depois do final abrupto da anterior.
Mas sim, o trailer. Tem lá pelo meio a Change. Euzinha a dar saltinhos na cadeira dos nervos.

Moullinex – Sunflare
Podia muito bem pertencer à banda sonora do Verão, vai bem com o tempo quente e sabe bem ouvir várias vezes de seguida. É leve, fresquinha e é tão boa. Espreitem.

Nine Inch Nails – The Day the World Went Away
Uma das melhores bandas do mundo tem de estar sempre presente. E cá está mais uma vez.

The XX – Angels
Claro que a expectativa para o novo album de originais dos The XX é muito elevada, ok confesso que gostei bastante do primeiro… já rodam por aí duas faixas, sendo uma delas esta Angels. Lamechas q.b., mas deixa-se ouvir bem. Não é uma obra prima,  mas é uma faixa simpática que aquece o coração.

The Temper Trap – Need Your Love
Não fazia especial questão de ir a Paredes de Coura este ano, mas esta é uma daquelas bandas que gostava mesmo de ter visto. Ainda para mais, o disco que editaram este ano tem tocado por aqui algumas vezes. Esta Need Your Love foi o single de avanço e tem um videoclip priceless para nos lembrar do Karaté Kid. Espreitem se puderem.

One response to “Músicas da Semana #26

  1. Redescobri os Cooper Temple Clause aqui… :)
    Não sei como nem porquê mas tinha-lhes perdido o rasto. Trazem-me grandes recordações! Obrigado Mário! ;)

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