Músicas da Semana #39

Escolhas de Nuno Dias (Popstock Portugal):

Neil Young – Ramada Inn
Na semana em que o tio Neil fez 67 e no ano em que lança dois discos, é obrigatório ouvir a Ramada Inn e ver o videoclip. 15 minutos de imagens em super8, ao som do melhor que o Neil Young e os seus Crazy Horse sabem fazer. É essencial conhecer a obra deste génio.

John Talabot – So Will Be Now… feat. Pional
A nova cena Espanhola tem sido, a nível europeu, uma das mais interessantes. Para isso contribuíram El Guincho, Delorean, Margarita entre outros. A frescura de novos projectos tem sido imensa (Extraperlo) e para isso, na minha opinião, contribuiu para essa nova cena John Talabot. Um dos melhores discos de música electrónica do ano. Para além de um disco imenso, o live set não fica nada atrás. Esta é uma das ou a melhor música dele.

Deftones – Rosemary
Regresso de um amor de juventude. Daquelas coisas que é impossível não acompanhar e sentir. Ao 7º disco ainda conseguem reinventar-se e criar em música, peso e sensibilidade na melhor das misturas. Camaleão de Sacramento. Uns furos abaixo do Diamond Eyes, mas ainda melhor que o Saturday Night Wrist (o disco falhado para mim), Koi no Yokan está coeso. Destacam-se várias, mas quem me agarra mais é esta Rosemary. Talvez pelo build up denso e super atmosférico.

Tim Maia – Que beleza
Dar de caras com o trabalho de Tim Maia, foi uma das coisas que trabalhar em música me deu mais prazer. Em jeito de aniversário e de festa, a Luaka Bop lançou uma compilação sobre o melhor de Tim Maia. Génio brasileiro, faz um dos melhores discos dos anos 70 de música soul, funk, progressiva. Esta é de lá. Porque hoje é domingo e sabe bem ouvir.

LCD Soundsystem – 45:33 “You Can’t Hide” – com Reggie Watts (do documentário Shut up and Play the Hits)
Vi o documentário há umas semanas e é um belo pedaço que retrata um dos gordinhos mais fofinhos do mundo da música (Tim Maia também está aí) e um de melhores projectos da década de 2000. É um pedaço a que não fico indiferente. O fim de uma dos melhoras bandas que consegui ver ao vivo. Banda que dancei agarrado a amigos. Banda que berrei ao ouvir em bares. Banda que berrei a ver em concerto. Dança, suor e muita energia. Esta é se calhar a música que se destaca do documentário. Grandes.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

Trivium – Calamity
Desta banda britânica só conhecia os singles, e sinceramente, pareciam-me soar a falso. Demasiado cópia das influências principais, neste caso Metallica e Slayer, e coisa que eu dispenso são termos como “os novos Metallica”, “os novos isto e aquilo”. Há pouco tempo, e muito por causa do concerto de terça-feira, arranjei a discografia. Especialmente o segundo álbum, Shogun, de 2008, surpreendeu-me pela positiva. É mais uma prova que não se deve julgar todo um trabalho, a partir dos singles.

Chet Faker – No Diggity
Encontrei o vídeo desta música por mero acaso e não consegui parar de ouvir. Muito harmoniosa, relaxante, é uma bela cover da banda de R&B Blackstreet, e como eu já disse, assim que se carrega no Play, não se consegue parar.

Dead Can Dance – Anywhere Out of the World
Ainda estou a explorar Dead Can Dance, dos quais, confesso, só conhecia o nome. Os três primeiros álbuns, em especial, estão a ser uma boa surpresa para mim.

DevilDriver – I Could Care Less
Voltei a antigos vícios, nada a acrescentar.

Everytime I Die – Ebolarama
Idem.

Escolhas de Afonso Sousa:

Chrome Sparks – Marijuana
Isto não significa que seja fã de substâncias alucinogénias mas Marijuana pede de facto uma certa perturbação mental. Este jovem é seguramente um dos tesouros mais bem guardados da electrónica actual e custa perceber porque é que ainda não explodiu mundo fora. Seja pelo EP My <3 ou por este tema grandioso, Chrome Sparks merece mais. Pelo vosso bem, não deixem de ouvir.

Moullinex – Take My Pain Away
Não foi desta que Moullinex fez jus ao seu nome dedicando-se à venda de electrodomésticos. E ainda bem. Acabou de lançar o primeiro álbum de originais, Flora, e o resultado final acabará sempre no domínio da festa, da dança e da alegria. Tentem lá ficar quietos a ouvir Take My Pain Away. Não vai dar.

The Antlers – Zelda
Depois do Hospice veio o Burst Apart que ficou a dever alguma coisa ao primeiro. No EP Undersea, lançado há uns meses, os Antlers voltam a projectar um conceito para a música, imaginando um universo muito próprio. A melhor das vidas dos Antlers é mesmo debaixo de água.

Crystal Castles – Not in Love
Ao terceiro álbum, os Crystal Castles foram possuídos por demónios apreciadores de fritaria. O resultado final é bom mas continua a não haver melhor cartão de visita para a banda do que este bruto single com o senhor Robert Smith. Já passaram dois anos mas ainda é vício pela certa.

MS MR – Hurricane
Perfeitos desconhecidos até serem convocados para a próxima edição do Mexefest. São já paragem obrigatória no SXSW português. A dupla norte-americana regressa aos 80’s mas tudo aqui cheira a Poliça e a Florence and the Machine. Com Hurricane fica a sensação que na pop há recantos infalíveis.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Daytrader – deadfriends
É bem possível que os Daytrader tenham lugar garantido na minha lista de discos deste ano com o seu “Twelve Years“, isto caso chegue a concretizar uma. “deadfriends” é o tema de abertura e mostra bem toda a toada do álbum, forte, rápida e com um refrão contagiante, abre caminho para todas as faixas seguintes.

Every Time I Die – The Marvelous Slut
Um dos maiores docinhos presente em “New Junk Aesthetic” fez também aparição ontem ao vivo, durante o concerto destes norte-americanos na República da Música. São menos de dois minutos de destruição, que em disco conta ainda com a participação de Greg Puciato, dos The Dillinger Escape Plan.

Oceansize – A Homage to a Shame
Começam a ser presença assídua aqui, mas não há semana em que não oiça várias vezes o “Everyone Into Position“. Já com uns bons anos em cima (é de 2005), está-se a tornar facilmente um dos meus discos preferidos de sempre. Esta semana o destaque vai para “A Homage To A Shame“, e aqueles três minutos (mais coisa menos coisa) finais soberbos.

Geoff Rickly – New Sympathies
Com os Thursday mortos, Geoff Rickly, o vocalista da banda, está-se a dedicar a outros projectos. Nomeadamente um projecto a solo, nada de muito sério e gravado em casa, e que segundo ele, terá lançamentos esporádicos, pela internet. E assim surge “Mixtape 1“, o primeiro conjunto de canções que pôs cá para fora, esta abre o disco, e é impossível não nos deixarmos levar pela voz, aqui suave, de Rickly.

Titus Andronicus – My Eating Disorder
Mais um dos belos discos deste ano, como acho que já aqui tive a oportunidade de referir, e uma bela companhia para a tarde de domingo.

Escolhas de Cláudia Filipe:

Neurosis – We All Rage in Gold
Já estou em contagem regressiva… já falta pouco, mas tão pouco para Londres. Depois de tantos anos à espera, está a chegar o dia. VOU VER NEUROSIS.

Mogwai – White Noise
Uma das melhores bandas do mundo. E melhor banda sonora para tudo.

Deftones – Graphic Nature
Já tinha avisado na semana passada. O Koi No Yokan é lindo e já faziam falta novidades destes senhores. Ainda estou a assimilar, mas uma das músicas que destaco é esta Graphic Nature.

Radiohead – Faust Arp
Outro disco que podia ser considerado “melhor banda sonora para tudo”. Esta semana deu-me para andar a ouvir o In Rainbows em loop. E agora para fazer uma afirmação polémica, acho que este se tornou mesmo no meu álbum preferido de Radiohead.

Muse – Muscle Museum
Para que nunca me esqueça que um dia já foram enormes e que, apesar de tudo, merecem perdão pelo que andam a fazer. Podendo, é ir ao Dragão.

Deixar uma resposta