Sungrazer + The Machine, no Armazém do Chá (21/02/2013)

Sungrazer

Texto por Emanuel Henriques

Na passada quinta-feira, o Armazém do Chá foi palco de uma noite bem recheada de stoner rock e muito psicadelismo, sendo os responsáveis por isso – e ainda bem – a malta do Sonic Blast/Garboyl Lives e Noir et Blanc. Se o Porto já não é estranho para os Sungrazer, o mesmo não se pode dizer para The Machine e The Wooden Wolf, que faziam a sua estreia por estas bandas.

Sendo este um dia de semana foi com muito bom agrado que o início dos concertos foi cumprido à risca. Desta forma, às 22h30, The Wooden Wolf, ou se preferirem Alex Keiling – que anda em tour pelo nosso país a apresentar o seu disco de estreia “14 ballads Op.1” –, subiu ao palco com a sua guitarra acústica. Apesar de ser um “outsider” no cartaz, o concerto do francês foi absolutamente delicioso e conseguiu prender e hipnotizar quem realmente esteve atento ao que ali se passou. Infelizmente, o público não estava à altura do que se estava a passar em palco e é impressionante a falta de respeito que as pessoas têm pelos músicos, principalmente quando são projectos acústicos, já para não falar pelas pessoas que estão ali para ver e desfrutar o concerto e não para colocar a conversa em dia, cujo burburinho é tão ou mais audível que a própria música. The Wooden Wolf é realmente para manter debaixo de olho e ficou o enorme desejo de o apanhar novamente em concerto, mas com um público mais educado.

Os The Machine, que andam em tour com os seus compatriotas para a apresentação do split álbum, estreavam-se com uma casa completamente cheia e com grande expectativa que com certeza não foi defraudada. Com um início bem poderoso e estrondoso, a banda arrancou os primeiros headbangs da noite. Com muito stoner, com muito fuzz e com muito improviso à mistura, os holandeses, que fizeram uma passagem por toda a sua discografia, deram um excelente concerto, sempre com uma óptima postura em palco – e, diga-se, com um excelente baterista –, onde fizeram as delícias dos seus fãs e, certamente, conquistaram muitos outros.

Os Sungrazer, que já têm uma base de fãs bastante consolidada por cá, subiram ao palco sempre muito bem-dispostos, sorridentes e muito intecativos com o público, principalmente Sander (baixista), como já é habitual. Apenas com um EP e um álbum (e com o split gravado com The Machine a caminho), o concerto conseguiu juntar grande parte dos temas de ambos os registos, como foi o caso da fantástica If, do EP homónimo, de Mirador, do álbum homónimo e de Sea, que arrancou uns quantos sing-along por parte do público. O trio brindou-nos também com uma música nova – que estará presente no split –, Yellow Tango, e que fez deixar água na boca para o que virá aí, pois está à altura do que melhor os holandeses já fizeram. O concerto não acabaria sem um encore directo, ou seja, sem que a banda sequer saísse de palco, ouvindo-se Mountain Dusk.

Foi uma grande noite de grande rock, com concertos de extrema qualidade e com o Armazém do Chá completamente cheio, com a promessa de que os holandeses queriam voltar em breve.

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