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Isto há uns anos atrás era a berra total, mesmo reconhecendo todo o “cheese” que lá cabia. Não havia falta de noção. Agora já é celebratório, não é com power metal over-the-top que se recupera alguma relevância extraordinária, mas Tobias Sammet já tem um lugar privilegiado na elite disso, através dos seus Edguy e destes Avantasia. Portanto peguem lá um dragão na capa e um título como “Here Be Dragons” para esta novidade. Pois, a “tongue-in-cheek” de Tobias já lá está cirurgicamente implantada de forma permanente e não parece que se vai poupar em excessos aqui.
Poupa um. O conceito. Projecto que era inicialmente um veículo para “rock operas,” parece não ter qualquer conto fantástico, fosse sobre dragões ou não, a conduzir uma narrativa. Tem a panóplia de convidados na mesma, mas já não interpretam personagens. Bem se queixa ele, sempre com aquele seu humor, de os fãs serem muito desagradáveis quando pedem que ele volte a esses tempos, aqui numa faixa bónus. Mas, para “Here Be Dragons,” Tobias foca-se noutra paixão sua: a sua juventude, infância e adolescência. A década de 80. Pode não ter alguma hilariante cover – vamos continuar a fazer de conta que aquela versão da “Maniac” que estava no “Moonglow” não era das melhores cenas que ele já fez? – mas realmente, sem largar o power metal germânico contemporâneo, é lá nesse passado que ele se parece sentir mais seguro, nestes temas.
Há muito heavy e AOR das rádios de outros tempos. E, logo ao início, em “Creepshow,” ainda somos mais surpreendidos: glam? Avantasia a tocar butt rock é perfeitamente válido e acaba por ser a canção mais Edguy de Avantasia. E antecede algo mais progressivo, mais Queensrÿche, na faixa-título. Já o seria sem a voz de Geoff Tate, mas claro que esse velho amigo tinha que voltar a marcar presença. Só não é, realmente, uma rock opera. De resto, é Avantasia com tantos excessos quanto o nosso organismo aceite. Muito power metal sinfónico de levantar vento para fazer esvoaçar cabelos, melodias de hard rock clásico de estádio, um “quem é quem” de convidados, – dois vocalistas dos Kamelot? Isso é queijada ao quadrado! – muito humor e ainda um baladão daqueles, que “Everybody’s Here Until the End” é um ataque directo a qualquer stock local de isqueiros. Não se vai conter, nem devia, mesmo que isto talvez se sobressaísse melhor ali ao entrar do milénio, não tenha a estaleca de outros discos como “The Scarecrow,” “The Wicked Symphony” ou “Angel of Babylon,” e se possa tornar cansativo com alguma rapidez. Já quem está a levar isto demasiado a sério… O erro é vosso.
Here Be Dragons, The Moorlands at Twilight, Everybody’s Here Until the End
Edguy, Kamelot, Sonata Arctica