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Já vem do frio de um Janeiro chuvoso e o hype à sua volta continuou a construir-se por aí até à difícil entrada da Primavera. O álbum de estreia dos Lysergic que, com um disco a sugerir uma palete cromática tão limitada, vem reforçar a ideia que já tínhamos de que o nosso panorama pesado está bem variado e com muitas cores. E este leva-nos para o escuro. Literal, nocturno. Mas emocional também. “Black and Blue” até é um título bastante apropriado.
A escola é evidentemente Sueca. E podem enumerar todas as lendas do peso melódico, a turma de Gotemburgo, que ouvem a sua influência aqui. Com um gosto pelo progressivo, pelo sinfónico, pelo cinemático. Sem cair em excessos ou auto-indulgências. E também é um disco breve, apesar de tudo. Não são os Lysergic a testar águas, uma entrada tímida, que já entram com bastante gás. Mas sabem como compactar as coisas, manter o foco e ter a certeza que, por dentro, tudo é miolo. Com distinções entre faixas. “Biography” para saciar a sede pela parte progressiva; “Liquid Lust” para a ponte entre o passado e o presente, com uma malha que tanto podia ser dos At the Gates nos 90s como dos Lamb of God hoje em dia; “Lysergic” para o tal lado mais épico a pender para Children of Bodom.
Mas isso não quebra qualquer fio condutor. Ainda existe homogeneidade. Mas variedade também. Parece que a tal fusão do negro e do azul resulta muito bem. Como a fusão de raiva e melancolia – que toma o volante, sem medos, em “Last Word of Mine.” Uma raiva muito emocional a dos Lysergic, com música cheia de sensibilidade sem colocar em causa, em nenhum momento, o peso. Tanta maturidade logo no disco de estreia até intimida. Que venha de lá mais isto e quem lhes faça companhia!
Biography, Lysergic, Last Word of Mine
At the Gates, Apotheus, Children of Bodom