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O final do mês de Julho foi dedicado à música mais pesada, e nem o calor que já se começava a fazer sentir amoleceu os mais fervorosos fãs que se juntaram no RCA Club, em Lisboa, para acolher os australianos Northlane, nestas primeiras datas no nosso país.
A banda iniciou a sua passagem por Portugal na noite anterior em Loulé, fazendo-se acompanhar pelos albicastrenses Thirdsphere e, em Lisboa, também os Void se juntaram à festa, vindos directamento de Setúbal.
E foi mesmo a estes últimos que coube a tarefa de abrir a noite. Com uma audiência ainda a prometer, os Void subiram ao palco à hora marcada – algo que é notório de referir – para mostrar músicas de “Navigate“, disco editado no final do ano passado. Sem medo de batizar algumas das suas músicas em português, durante o seu espectáculo pudemos ouvir temas como “Adamastor” e “Saudade“, mas também “Paradoxal“, que fechou a sua actuação.
Era tempo para os Thirdsphere subirem ao palco. O concerto começou com alguns pequenos problemas técnicos que rapidamente foram ultrapassados, abrindo alas para a excelente demonstração técnica de cada um dos membros da banda, marcada apenas por falhas “aqui e ali” que aconteceram mais no início . Deitado para trás das costas qualquer nervosismo, os Thirdsphere interagiram várias vezes com o público, incentivando a proximidade e o headbanging. E, se ao início também a audiência estava um pouco acanhada, quando chegaram as mais conhecidas “Worms” e “Monsters” já estava tudo mais solto, fazendo com que se ouvisse do palco repetidas vezes uma expressão de satisfação que achamos melhor não reproduzir aqui.
Era a vez dos Northlane mostrarem pela primeira vez em Lisboa aquilo de que são capazes e, logo a abrir, serviu-se o novo single “Vultures“, lançado durante o mês de Julho. Neste ponto a sala, que já se tinha começado a compor de público durante o concerto anterior, já se apresentava com uma boa moldura humana, que não só fez questão de marcar presença como também mostrava saber muito bem todas as letras dos Northlane, vibrando a cada palavra.
Ao segundo tema chegou-nos “Masquerade“, música que nos fez viajar até 2013 e ao disco “Singularity“, de onde, ao longo do concerto, se ouviu igualmente “Worldeater” ou “Aspire“. “Node“, o terceiro disco da banda fez-se representar através de músicas como “Rot” ou “Obelisk” e, de “Mesmer“, a estrela da noite, pudemos ouvir “Citizen“, “Colourwave” ou “Savage“, entre outras.
Foi uma grande noite para celebrar as sonoridades mais pesadas e, mais uma vez, Portugal respondeu à chamada com a qualidade a que já nos habituou, numa noite marcada não só pela excelente estreia dos Northlane em Lisboa, que com a sua mistura de melodias melancólicas com muita agressividade fizeram vibrar todos os presentes, mas também pelas excelentes actuações tanto dos Thirdsphere, como dos Void.
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